| Kurtz discorda do modelo e
acesso ao mundial |
|
|
| Angola
defronta o Togo na preliminar de
apuramento ao CAN e Campeonato do Mundo
de 2006 |
|
|
Betumeleano Ferrão
O seleccionador
nacional, Ismael Kurtz, disse ontem em entrevista ao
“Jornal dos Desportos”, ser contra o novo molde de
disputa do apuramento ao Mundial e CAN 2006, adoptados
recentemente pela Confederação Africana de Futebol
(CAF), que uniformizou a corrida às referidas
provas.
Para ele, esta mudança no modelo de qualificação
às competições supracitadas fará, com que as
selecções nacionais disputem um número reduzido de
jogos, ao contrário do que sucedia
anteriormente.
Aliás, o brasileiro ao serviço dos Palancas Negras,
revelou ter su-
gerido ao órgão reitor do futebol africano, a
manutenção das anteriores matrizes de qualificação
às competições mundial e continental.
De acordo com o modelo adoptado pela CAF, todas as
selecções que conseguirem passar a fase preliminar,
serão agrupados em cinco grupos com seis equipas
cada, apurando-se ao CAN, os três primeiros
classificados, ao passo que as nações que
conquistarem as cinco primeiras posições na prova,
apurar-se-ão automaticamente à Copa do Mundo.
O sorteio da fase preliminar realizado sexta-feira
última, ditou o Tchad como adversário de Angola,
estando previsto para o próximo mês de Outubro, o
jogo da primeira mão da eliminatória envolvendo
ambas selecções.
Embora tenha reconhecido haver vantagem teórica dos
Palancas Negras, sobre o seu oponente, que
praticamente não tem tradição no futebol
continental, tanto a nível de clubes como de
selecção, Ismael Kurtz, prometeu submeter à FAF o
seu plano de preparação, visando esta eliminatória,
logo após a partida do próximo domingo frente ao
Malawi.
Contudo, ele afirmou ainda, que é seu desejo fazer
uma preparação séria e cuidada, que engloba jogos
particulares, para além, de ser sua intenção
recolher o maior número de dados sobre o Tchad, nem
que para isso tenha de deslocar-se até aquele país,
para além das informações veiculadas pela imprensa,
ou colhidas pelas representações diplomáticas que o
país possui, nas proximidades de Djamena, capital
tchadiana. |