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*Pedro da Ressureição

O grupo de 17 jogadores, que está em estágio em Espanha, congrega o máximo potencial humano do basquetebol angolano, cuja missão será revalidar o título do Afrobasket - a única forma de marcar presença nos próximos Jogos Olímpicos. O facto de apenas o primeiro colocado se apurar para os jogos de Atenas 2004 aumenta a complexidade e o grau de dificuldade do torneio continental, a decorrer em Alexandria entre sete e 16 de Agosto. Entre os 17 jogadores convocados pelo seleccionador nacional, 12 têm vasta vivência de competições do género e, por feliz coincidência, também tiveram uma época acima da média, uns, e outros foram mesmo fantásticos ao serviço do emblema que representam.O regresso de Jean Jacques da Conceição, a maior referência do basquetebol angolano, emprestará, aos 39 anos, maturidade e liderança fundamentais num torneio tão difícil como se prevê que seja o do Egipto, pelas implicações que tem a medalha de ouro. O titular da Portugal Telecom esteve nos seis títulos africanos que Angola tem. Desde Luanda 1989 até Marrocos 2001. Nesse período, a selecção nacional só falhou o ouro na edição de Dakar 1997, curiosamente a única em que Jean Jacques não esteve presente. Neste seu regresso após o anúncio de abandono feito em 2001, estão a acompanhá-lo os dois "americanos", Joaquim Gomes "Kikas" (Universidade de Valparaiso) e Justino "Puna" Victoriano (Universidade El Paso do Texas), a quem se junta o poste de origem tchadiana Abdel Bouckar, para constituir o sector de postes mais forte da história da selecção nacional. O esteio dos hexa-campeões completa-se com Ângelo Victoriano (o outro totalista nos seis títulos de Angola no Afrobasket), o MVP africano em 2001 Miguel Lutonda, Carlos Almeida, Víctor Carvalho e Edmar Victoriano "Baduna", qualquer deles com vasta experiência internacional. Num outro plano, mas também já com preponderância e inserção no cinco nacional, vêm Víctor Muzadi, Gerson Monteiro, Walter Costa, Afonso Silva, Eduardo Mingas e Cristóvão Swingue. A grande curiosidade neste grupo é se Eduardo Mingas ficará entre os 12 para Alexandria. O poste do Interclube foi o maior destaque do campeonato nacional, apenas superado pelo inevitável Miguel Lutonda. O único representante da equipa da polícia na selecção hexa-campeã africana foi o melhor marcador da prova, e também primeiro classificado em ressaltos, recupe-rações e nos lançamentos dos dois pontos. Porém deverá disputar o seu enquadramento fora da sua posição habitual (poste). Assim, na de extremo-poste terá adversários "impossíveis" de superar como Ângelo Victoriano, Víctor Carvalho e Edmar Victoriano "Baduna". Por conseguinte, disputará uma luta acérrima com Víctor Muzadi e Afonso Silva, para quem perde por não ser lançador de longa distância, mas ganha pela superior capacidade atlética e versatilidade. De igual modo, a nível dos bases, e o único armador do Petro de Luanda convocado dificilmente ficará entre os 12 para o Afrobasket, apesar dos problemas físicos de Lutonda e Almeida. Swinge ainda poderia discutir com Walter Costa a posição de terceiro base, mas o seu estado de forma durante o Nacional nega-lhe esta capacidade. De resto, analistas afirmam que o seu lugar estaria melhor entregue ao seu colega de equipa Simão Panzo, entretanto praticamente sem experiência de selecção. Completam o grupo os campeões da zona VI de apuramento aos Jogos Pan-africanos Wilson da Mata e Olímpio Cipriano, cuja convocatória é um prémio merecido pela prestação durante a temporada. Como eles, outros nomes mereciam-no também, tais como Idelfonso Kitekulo, Hélder Domingos, Vicente Neto e Vladimir Gerónimo entre outros. 

*Pedro da Ressurreição, é jornalista da Angop 

 

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