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EDITORIAL

EDITORIAL

Que este jogo seja... do juízo final!

 

 

O título que aqui, neste editorial, chamamos à colação, não tem nada a ver com aqueles inolvidáveis dias de juízo final que diabolizaram a sanha hitleriana que trucicou, linchou, que, enfim, atirou para a guilhotina e ao crematório milhões e milhões de humanos no velho continente...
Nem tão pouco se faz aqui apelo velado a necessidade de se crucificar ou fazer rolar a cabeça do técnico brasileiro Ismael Kurtz por não ter logrado levar os Palancas à fase final da próxima Taça de África das Nações. Estamos condoídos, é verdade, mas nada mais resta para remediar. 
Sobre esse jogo do juízo final que aqui queremos abordar, - e já estamos a o fazer - é exaltar e dizer efectivamente que no verdadeiro sentido da expressão devemos tirar como ilações finais neste jogo de domingo com o Malawi: 
Ou seja, que este derradeiro jogo contra o Malawi - porque irremediavelmente já é o último na inglória corrida a citada copa africana – além de servir para cumprir apenas calendário, que sirva efectivamente para a partir dele fazermos o nosso “juízo final” sobre aquilo que foi o nosso fracasso na “Operação Tunísia´2004”.
Um juízo final que, quanto a nós, deve começar com a discussão mesmo antes do seu desfecho, haver ou não vantagens em manter o actual técnico atrás dos Palancas; um juízo que nos mostre porquê que até a este jogo com o Malawi não fomos nós os apurados para o CAN de 2004; um juízo que de modo desapaixonado, nos mostre onde, quando e porquê que as estratégias projectadas quedaram-se em fundo roto.
Se, sem autoritarismo, nem outros tipos de hipocrisia, prevalecerem esses juízos, então humildemente estaremos a dar a mão a palmatória, uma virtude, que de resto nos deixará não cairmos mais nas mesmas asneiras nas frentes que se avi-zinham...e ao que parece, já a partir de Outubro.
Por exemplo, no seguimento do balanço que a imprensa desportiva vem fazendo, que não é outra senão negativa, o seleccionador nacional mesmo antes deste jogo com o Malawi, vem debitando já suas justificações acerca dos factos, actos e números que ditaram o desaire...mas onde é que está o “juízo” final da FAF?
É que independentemente de tudo quando já se colheu do recente encontro nacional de futebol em que se fez o balanço dos aspectos que maculam o “desporto rei” que por cá se gere e se pratica, julgamos que ainda assim a FAF – e talvez por arrasto o departamento de futebol – deverá apresentar publicamente o seu juízo final da campanha que termina com este jogo com o Malawi.

 

JINDUNGO

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