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BRINCADEIRA DE MAU GOSTO
Só pode ter sido uma brincadeira de muito mau gosto a situação vivida pelos atletas da selecção nacional de futebol de honras na terça-feira. O grupo que prepara o jogo de encerramento da campanha ao CAN/2004, contra o Malawi, foi obrigado nesse dia a deslocar-se de táxi, do hotel em que está hospedado para o estádio da Cidadela, para realizar a respectiva sessão de treinos. Parece uma anedota mas é mais pura realidade. Como justificar uma situação dessa? Como exigir dos atletas e dos técnicos a darem o melhor de si com estas condições? Como se pretende ir para um campeonato africano fazendo a preparação nestas condições? Meus senhores, se já não têm capacidade para continuar a gerir a modalidade, então por favor... Demitam-se!
ABORRECIMENTO
Aborrecidos e agastados estão alguns clubes do Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão, Girabola, pelo facto de mais uma paragem que se vai verificar na competição neste fim-de-semana, em virtude do compromisso da selecção de honra. É que tais paragens acabam por beneficiar uns (uma minoria) e prejudicar outros, na óptica de alguns dirigentes e treinadores. Para muitos, o jogo dos Palancas frente ao Malawi não justifica mais uma paragem na prova, atendendo tratar-se apenas de um jogo para cumprir calendário. O nível demonstrado pelas equipas no arranque da segunda volta é um indicativo do prejuízo que provocam as constantes paragens.
NÃO ESQUECERAM
Apesar do tempo que já lá se vai nem por isso a direcção do ASA esqueceu a arbitragem protagonizada pelo árbitro Frederico Kachiquengue, no jogo que a sua equipa disputou com o Petro de Luanda, a contar para a última jornada da primeira volta. E porque talvez os dirigentes aviadores não estejam satisfeitos com as medidas tomadas internamente pelo Conselho Central de Árbitros, estes decidiram, segundo apurou o “Jindungo”, levar as imagens do jogo ao Simpósio da Confederação Africana de Futebol (CAF), que se realiza à margem do sorteio da Liga dos Campeões, a ver se o órgão para arbitragem da CAF tome medidas mais adequadas contra o árbitro Kachiquengue. Será que valerá mesmo a pena?
MAU APROVEITAMENTO
Não obstante o sucesso que terá sido o torneio internacional de natação que a Piscina de Alvalade albergou, ainda assim ficou claramente demonstrado, pelo desempenho dos atletas angolanos, que aquela piscina tem sido mal aproveitada. É que ao contrário dos homólogos de outros países, aos nadadores nacionais apenas é permitido fazer uso do local por duas horas ao contrário das quatro que seriam necessárias para manterem os níveis da alta competição. Tal situação decorre da forma como é gerida a Piscina, o que para os dirigentes, técnicos e atletas tem prejudicado bastante o desenvolvimento da modalidade.
LOUVÁVEL INICIATIVA
Foi assim que os antigos praticantes classificaram o torneio de ténis de mesa promovido pela federação da modalidade. É que a direcção da
FATM, liderada por Tony de Jesus, decidiu juntar angolanos e chineses residentes no país, para recordarem os velhos tempos de atletas. Mais do que a competição, o torneio visou, sobretudo, o estreitamento de relações entre os ex-praticantes, o que, na óptica do cônsul chinês em Angola, “é um sinal positivo do bom relacionamento entre os povos dos dois países”. Os antigos atletas manifestaram a sua satisfação pela iniciativa da
federação e consideraram de “louvável”. |