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Flexões ajudam exercícios abdominais

Há um trabalho para parte superior e inferior do abdómen?
Não veremos aqui uma gama de exercícios e discussões, mas sim uma questão simples que gera ainda res- postas controversas e medíocres. 
Tudo que for dito aqui, terá o objectivo de esclarecer a suposta diferença existente no trabalho de diferentes regiões do músculo recto abdominal em dois exercícios: flexão do tronco e flexão e/ou elevação do quadril, também chamada de flexão de tronco invertida; e se isto realmente tem importância no processo de hipertrofia do músculo. 
Para iniciar devemos frisar que a principal diferença entre os dois exercícios é que às vezes você aproxima inserção da origem outras vezes origem e inserção.
O que é bastante difundido (trabalho maior da região abaixo do umbigo na flexão do quadril, e da região acima do umbigo com a flexão de tronco), e que o que foi explicado acima tem enormes dife-renças.
Segundo LEHMAN em estudo realizado na Faculty of Applied Health Sciences, University of Waterloo em Ontario.
A diferença existente entre os trabalhos de flexão do tronco e de quadril na activação de diferentes partes do re-cto abdominal são pequenas e têm maior relevância em aspectos clínicos ou terapêuticos; os autores deste estudo utilizaram alunos universitários com habilidades atléticas e baixa gordura subcutânea para que o teste de electromiografia fosse mais fidedigno.
Nos testes realizados, foram executados os mais variados exercícios e observou-se aspectos como: amplitude de movimento, curvatura da coluna vertebral e postura. 
Já o estudo realizado por FUSTER na Universidade de Valência, mostrou que para indivíduos treinados e com boa execução nos exercícios de flexão de tronco e de quadril.
Há diferença significativa, principalmente na flexão de quadril para a região infra-umbilical; já em indivíduos destreinados e com má execução, toda a região do recto abdominal trabalha de igual maneira. A divergência das pesquisas, mostraram que quando foi encontrada maior diferença entre os exercícios (FUSTER em, 1996), ela se deu na forma de processamento da informação pelo indivíduo em relação ao que ele sentia na modificação dos exercícios.
Tendo em vista que o grupo que apresentou maior diferença era de treinados e possuía maior consciência motora.
Um problema encontrado é o fato da electromiografia (principalmente a superficial) não quantificar o trabalho das fibras musculares; ela apenas mostra se a musculatura daquele local esta a ser activada. Sendo assim, os testes electromiográficos não fornecem informações capazes de definir se um exercício é melhor que o outro.
Para determinada região ou músculo, até porque o que realmente tem importância são os estímulos bioquímicos e não necessariamente os eléctricos.

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