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A creatina no organismo do desportista
Creatina: o que é e como funciona?
A molécula principal de produção de energia no nosso
corpo é o Atp (Adenosina Tri-Fosfato).Quando se dá a sua
rotura, liberta-se energia essencial para o treino. Contudo,
resulta na formação de Adp ,Adenosina Di-Fosfato, que pode
ser considerada como uma versão de Atp menos energética .
Infelizmente, o nosso corpo tem um suprimento de ATP muito
limitado (apenas alguns segundos). No entanto, Atp precisa
ser regene-rado se o exercício se prolongar por mais tempo.
Uma das formas que o nosso corpo utiliza para regenerar o
Atp é usando outra molécula, chamada Fosfato de Creatina
(FC). A Creatina, como FC, é a forma de o nosso corpo
fornecer Atp durante exercícios de grande intensidade mas
de curta duração ,como por exemplo, sprints ou
halterofilismo. Basicamente, o efeito do FC é fornecer o
seu átomo de Fosfato ao ADP, de modo a formar novamente Atp
que se irá posteriormente dividir e libertar energia
necessária à continuação do exercício.
Desta forma, a Creatina permite o prolongamento (mesmo que
não seja muito) do exercício, o que não seria possível
normalmente. A idéia principal da suplementação de
Creatina como forma de aumentar as performances dos
exercícios, o que até agora, parece ser suportada por
estudos científicos, é de fornecer Creatina aos músculos
que posteriormente se vai transformar em Fosfato de
Creatina.
Esta substância , por sua vez, permitirá que o ATP possa
ser regene- rado por um período de tempo maior, que por
conseguinte, vai permitir que um certo exercício se possa
prolongar por uma duração de tempo um pouco maior.
Agora que foi feito o esclarecimento de como funciona,
falemos então da Creatina em si... A Creatina é uma
substância natural que pode ser encontrada na carne e no
peixe, mas que pode também ser produzida pelo fígado,
pâncreas e rins a partir dos aminoácidos arginina,
glicínia e metionina. Cerca de 98 por cento da quantidade
total de Creatina que temos no nosso corpo, está contida
nos músculos com fibras do tipo II (fibras que geram
grandes quantidades de força), possuindo grandes níveis de
Creatina e de utilização da mesma. Curiosamente, as fibras
do tipo II parecem regenerar o FC às velocidades inferiores
quando comparadas com as do tipo I (fibras com tendência
esforços demorados “endurance”). A insulina parece
aumentar a capacidade de absorção de Creatina, enquanto
que a deficiência de vitamina E diminui esta capacidade de
absorção. |
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