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Pequim reforça segurança
à volta da Praça da Paz Celestial
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O Governo de Pequim publicou esta semana uma série de regras para intensificar a segurança a volta da Praça da Paz Celestial, localizada no centro da capital
chinesa. As regras revistas, apoiadas num regulamento aplicado em 2004, acrescentam novas medidas que proíbem a entrada de itens perigosos, incluindo explosivos, substâncias venenosas e radioativas, armas, facas, drogas e outros artigos que representem risco para a ordem social e a segurança pública, segundo o escritório de aplicação da lei do governo municipal. As regras também permitem a vistoria de pessoas e veículos sem prévio aviso por parte da polícia na praça, símbolo político e segundo destino turístico mais popular do país, ficando apenas atrás da
muralha. A medida tem o objectivo de proteger a segurança e a estabilidade, melhorar a administração da praça e garantir a segurança e a ordem durante os Jogos Olímpicos, declarou Zhang Peili, funcionário do escritório de aplicação da lei."A segurança a volta da Paz Celestial é muito importante e tem uma grande influência internacional. A vistoria ajudará a evitar todo tipo de incidentes extremistas e terroristas e a manter a segurança pública", completou
Zhang. A verificação de segurança ao acaso não será suspensa depois do grande evento desportivo, segundo Zhang.
Papa enaltece valor da prova
O papa Bento XVI afirmou ontem que todos os habitantes da China viverão com os Jogos Olímpicos de Pequim um evento de grande valor para toda a humanidade. O pontífice fez a declaração no discurso que dirigiu aos integrantes da Orquestra Filarmônica da China e do coral Shangai Opera House Chorus, que se apresentaram ontem no Vaticano.Além disso, Bento XVI enviou uma saudação a todos os chineses. "Envio a minha saudação, através de vós, a todos os habitantes da China que, com os próximos Jogos Olímpicos, se preparam para viver um acontecimento de grande valor para a humanidade", disse o pontífice. A orquestra de Pequim ofereceu um concerto de música ocidental e religiosa européia dirigido pelo maestro Long Yu, para quem a apresentação foi "um momento de glória, de relevância histórica, que será lembrado durante muito tempo". O concerto no Vaticano foi considerado um novo gesto de "abertura" da Santa Sé em relação à China, com quem não mantêm relações diplomáticas desde 1951. O país asiático tem entre 8 e 12 milhões de católicos, segundo dados do Vaticano, divididos entre os pertencentes à Igreja oficial - controlada pelo Governo comunista, conhecida como Patriótica - e à clandestina, ligada à Roma e perseguida por Pequim.
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