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Sebastião Araújo lamenta estado da modalidade
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Héder Jeremias |
A actual situação vivida pelo ténis de campo, caracterizada pela fraca operância do órgão reitor da modalidade no país, é motivo de descontentamento por parte de um número considerável de atletas e amantes da
modalidade. A constatação foi feita ontem por Sebastião Araújo, atleta individual. Na sua opinião, é
necessário rever o papel da federação, assim como das associações provinciais, porquanto o trabalho desenvolvido por estas estruturas não tem sortido os efeitos para os quais foram
criadas. Sebastião Araújo, que faz parte das primeiras gerações de tenistas, no período pós - independência, lamenta o facto de existirem pessoas que utilizam o ténis para alcançarem outros fins, não se importando com a deplorável crise em que a modalidade se
encontra. “O ténis de campo, diferentemente de outras disciplinas, é um desporto que acarreta custos elevados. Neste sentido, a saída da crise passa necessariamente pela entrega da modalidade aos clubes, empresas, que com os seus apoios fariam um trabalho mais profundo para que, de facto, possamos colher bons frutos”,
disse. “Não se compreende o facto de pessoas que não praticam o ténis possam estar à frente da modalidade. É necessário mais seriedade se quisermos realmente relançar a disciplina ao invés de andarmos sem um objectivo claro”
concluiu. Recorde-se que a candidatura de Angola para a realização do torneio de apuramento ao Africano de 2009 foi negada por falta de infra-estruturas compatíveis para albergar um evento do género.
Deodany melhora condição física
para vencer segundo “Master Série Ridge”
O tenista Deodany Santos, segundo classificado da 11ª edição do torneio “Master Série Ridge ‘s”, que decorreu de 27 de Abril a 1 deste mês no Clube de Ténis de Luanda trabalha de forma intensiva para superar a sua condição física, tendo em vista a próxima edição do referido torneio a ser disputado dentro de um mês.
O atleta, que na última partida do torneio viu a sua situação complicar-se logo no segundo sete, mercê de cãibras sofridas nos membros inferiores, trabalha em dois períodos com vista a ultrapassar esta crise porque, segundo disse, esse problema facilitou o seu adversário Michel Sebastião na conquista do troféu.
De acordo com o Deodany, a falta de competições regulares fez com que se diminuísse o ritmo de trabalho da maior parte dos atletas, razão pela qual não teve tempo suficiente para elevar a vertente física aos níveis desejados. Contudo, não considera o segundo tão mau e espera que na próxima edição seja o grande
vencedor. “É muito difícil manter a forma desportiva quando não há competições, pois que são elas que nos obrigam a uma maior entrega no sentido de ganharmos troféus. Por outro lado, devemos
relacionar a preparação técnica, táctica e física, mas é difícil manter este equilíbrio com a ausência de provas”,
justificou. A terminar, o atleta referiu que ficou muito satisfeito com o desempenho de todos os integrantes na competição, acrescentado que não obstante a falta de apoios, os tenistas estão, na sua melhoria, a jogar com uma técnica relativamente melhor.
HJ
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