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“O jornalismo é a minha profissão e tem de ser exercida com zelo, com temor, respeito e imparcialidade; tenho de obrigar a outra parte que a respeite. Se eu exigir respeito à minha profissão é, porque, respeito a dele. Nunca me vou sentir comprometido de poder manter informado o público, o leitor, o ouvinte com propriedade, porque não tenho compromisso”. O intróito é de Sílvio Capuepue, jornalista desportivo da Rádio LAC (Luanda Antena Comercial). O jovem profissional nasceu na Lunda-Norte a 28 de Maio de 1982. O futebol é o desporto de eleição e o Petro de Luanda o clube de coração. Enquanto estudante de Comunicação Social, numa das Universidades sul-africanas, trabalhou durante três anos como comentarista do Canal Super Sport Máximo, na África do Sul. Hoje, Sílvio, como é tratado pelos mais próximos, é
licenciado. A sua experiência profissional dá-lhe o direito de afirmar sem reservas: “Sinto-me insatisfeito com o trabalho feito pelos jornalistas desportivos angolanos. Acredito que podemos fazer mais”.O mais é nítido: “estamos no bom caminho; o que estamos a fazer pode melhorar”. Capuepue esclarece: “Quando digo, ‘pode melhorar’, naturalmente, é saber destrinçar, o que é matéria desportiva, desenredar as pessoas das suas posições, no que toca ao treinador, ao cidadão comum, ao jogador e à modalidade desportiva que ele pratica”.Sílvio aponta a via: “podemos fazer melhor, desde que investiguemos mais. Temos de acreditar que, independentemente, das nossas habilitações literárias, precisamos investigar continuamente para podermos fazer cada vez melhor”. A receita é simples: “devemos começar, onde tudo começa”.Afinal, onde tudo começa ? “Cada um de nós foi à escola. Os nossos manuais, continuamente, devem ser materiais de pesquisa e de revisão; é necessário lembrar os princípios jornalísticos aprendidos na escola; procurar ver aquilo que estamos a fazer mal; fazer introspecção sempre no final de um dia, no final de uma jornada laboral, no final de uma semana, no final de um mês, no final de um ano”, enumera o jornalista. Capuepue adianta mais: “precisamos de perguntar a nós mesmos, como fizemos até aqui e como estamos. Devemos ser os primeiros críticos daquilo que fazemos”.Quanto à avaliação do jornalismo desportivo angolano da última década, Sílvio afirma que “é muito complicado”. E justifica-se: “não estava no país”. Um comentário vago escorrega: “algumas modalidades têm conseguido hastear bem alta a bandeira de Angola. No entanto, o desempenho dos jornalistas desportivos tem sido bom, porquanto temos mantido o país e o mundo informado sobre aquilo que as nossas selecções e as nossas equipas fazem”. A sua condição de “profissional” obriga-lhe a transferir a análise ao público, porque “depende muito do ângulo em que se estaria a ver o desempenho”. Considerando os diferentes ângulos, a audiência pode ser constatada pelos ouvintes, telespectadores ou
leitores. Outros factores estão interligados, apesar de “o jornalismo ser igual em todo o Mundo”. E Sílvio assevera: “o desdobramento do jornalista como pessoa, como indivíduo, não é igual em todo o Mundo”.Quais são as razões dessa distinção? Capuepue explica: “Um jornalista sul -africano, por exemplo, residente em Pretória, na África do Sul, não sabia, onde se situa Angola”. Para além dessa dose de desdobramento de conhecimento, o sul-africano também “não sabia que para além dos Palancas Negras (Selecção de Honras) há selecções jovens em Angola”.O sul-africano provou que dispõe de “uma cultura geral do jornalismo deficiente; olha mais para além das fronteiras continentais do que o interior do espaço donde é proveniente”.
Super Sport e Pelé
“No dia 8 de Outubro de 2005, fui pela primeira vez ao estúdio da Super Sport Máximo, por incrível que pareça, para assistir e comentar o jogo entre Rwanda e Angola, que nos qualificou para o Campeonato do Mundo, na Alemanha, 2006. Felizmente, pude sair vitorioso, a rir ou feliz da vida. Em Maio de 2006, um bocadinho antes do Mundial, pude fazer uma entrevista exclusiva com o grande astro do futebol Mundial, Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido por Pelé”.
Morte de João Carlos
“A morte de João Carlos, jornalista da Rádio 5, na altura director da Emissora Provincial de Cabinda da Rádio Nacional de Angola, marcou-me profundamente. Ele foi o meu mentor. Tudo quanto sei hoje, devo a três pessoas que me ensinaram e estavam sempre ao meu lado. Numa casa nova, há a tendência de se hostilizar os novatos. João Carlos foi sempre aquele pai, o protector de Sílvio Capuepue, na Redacção Desportiva da Rádio Nacional de Angola, que depois se transformou na actual Rádio 5.
Por dentro
Nome - Ivan Sílvio Jorge
Capuepue Data de nascimento 28 de Maio de 1982Naturalidade - Lunda-
Norte Nacionalidade - Angolana Altura -1,64 Peso -58kg
Modalidade - Futebol Clube - Petro de Luanda País -
Angola Cidade - Lubango Droga - Contra Tabaco - Não
Bebida - Coca-cola Livros - Cristãos e de Investigação Número de calçado -38Signo - Gémeos
Religião - Pentecostal Maior defeito Muito atencioso
Perfume - Calvin Klein Cor - Azul Segue a moda? - Nem
tanto Filmes - Policiais Música- Gospel e R&B/Semba
Esplanada ou discoteca Esplanada
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